“Quatro meses sem receber nada, nada, nada”. A afirmação é de um dos doze motoristas que prestam serviço terceirizado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), que prefere não se identificar temendo represália. Ao BNews, funcionários que auxiliam os peritos criminais em Salvador afirmam que estão trabalhando sob ameaças de demissão pela empresa BRM.
“Esta empresa entrou em dezembro, e como foi estabelecida a Lei Anticalote a promessa era que a gente não teria mais problemas de atraso, mas na prática não é isso que acontece”, conta outro motorista, também pedindo anonimato. Segundo ele, transporte e alimentação também não são repassados. “O que eles estão concedendo aqui é um almoço pago pelo Departamento. Todo plantão trazem quentinhas. E para ir pra casa e vir para o trabalho eles disponibilizam viaturas”, afirma.
Com os salários atrasados, os dois motoristas revelam que vêm enfrentado dificuldades. Muitos recorrem a empréstimos para alimentar as famílias. “Alguns colegas aqui procuram agiotas. Quando possível, ajudamos uns aos outros”, diz. Conforme informado ao site, os ganhos mensais de cada terceirizado chega a uma média R$ 1.500.
O terceirizado ainda questiona a manutenção de veículos locados no pátio do DPT. “Tem mais do triplo de carros em relação ao número de funcionários. Quer dizer, ficam pagando carros que ficam parados, mas não pagam a gente”, constata.
Conforme os motoristas afirmaram ao site, o governo estadual alega ter feito o repasse à RBM, que por sua vez afirma não ter recebido. “Ficamos sem saber quem está falando a verdade”, diz um dos terceirizados.
DESCASO 
De acordo com o presidente do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado da Bahia (Asbac), Leonardo Fernandes, o problema enfrentado pelos motoristas terceirizados reflete diretamente no trabalho realizado nas ruas.
“A gente vem cobrando isso também, porque acaba interferindo em nosso serviço. Eles dirigem viaturas, carregam corpos, abrem corpo e dirigem rabecão. Na verdade eles estão em desvio de função, quem deveria fazer isso eram os peritos técnicos, mas o Estado preferiu terceirizar e a empresa não paga os funcionários”, afirmou em entrevista ao BNews.
Segundo revela Leonardo, os motoristas reclamam de constantes intimidações. “Quando o motorista reclama é intimidado. Dizem: ‘lá fora está pior'”.
Para o presidente da Asbac, a situação é reflexo da falta de compromisso do governo estadual. “O governador Rui Costa não tem olhado para o DPT com a mesma atenção do ex-governador Jaques Wagner”, observa, frisando que, enquanto o número de homicídios “só vem crescendo”, a mão de obra é submetida ao “descaso”.
No último dia 20 de abril, terceirizados que prestam serviço no interior do Estado chegaram a paralisar as atividades pelo mesmo motivo: falta de salários.
Na época, a assessoria do DPT emitiu nota explicando que “a empresa BRM assumiu o contrato de forma emergencial, sob cautela, em face de obediência aos trâmites protocolares e burocráticos naturais do Estado. A situação da empresa já está definida e regularizada perante este órgão, restando tão somente a sua regularidade junto ao Banco do Brasil, em relação à abertura da conta vinculada, conforme prevê a Lei Anticalote”.
 
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