A Praça da Piedade recebe, até amanhã, a 2ª Edição Estadual da Feira da Reforma Agrária. Nas cerca de cem barracas, podem ser encontrados mais de 150 produtos naturais e orgânicos, a preços mais baixos. Entre eles estão as hortaliças, grãos, frutas, verduras e legumes.

De acordo com o diretor nacional do MST, Evanildo Costa, o objetivo, além de gerar renda para as famílias, é oferecer um alimento saudável para grande parte da população. “No mercado, os orgânicos são muito caros, o que faz com que as pessoas tenham que comprar alimentos com agrotóxicos e de baixa qualidade. A feira é a maneira que encontramos de combater esse modelo do agronegócio”, afirma. Segundo Evanildo, em 2015 foram realizadas mais de 70 feiras como esta em vários municípios do interior baiano. A última vez que a feira veio para Salvador foi em 1998, na 1ª Edição Estadual.

Vendedor de hortaliças, Adalto Bispo diz que a produção exige uma mão de obra maior com a compostagem. “Usamos o biogel, que é uma mistura de esterco de gado, restos de frutas e verduras, soro de leite e garapa de açúcar. É um excelente adubo e garante a qualidade dos alimentos”,  conta ele.  Em sua barraca, logo na entrada lateral, os clientes se encantam com o alface verdinho a R$ 4,00.

A farinha é outro produto que faz sucesso na feira. Para dona Deulinda Maria Santos, 54 anos, a diferença de preço e qualidade é grande. “Só de olhar já da pra perceber que é natural. A cor é mais viva”, conta ela. “Compro farinha no mercado de R$ 5,50 e aqui ta de R$ 3,00, e ainda é bem mais gostosa”.

O beiju também agrada aos consumidores. Maria Helena Ferreira, 59, conta que costuma comprar o saco no mercado a R$ 4,00 e na feira conseguiu por R$ 2,00. “Minha família é do campo, então sei reconhecer bem quando um produto é natural. O beiju é uma delícia, não tem química nenhuma”

A farinha funciona hoje, das 7h às 22h, e amanhã, das 7h às 17h. Outra opção para quem não puder ir, é a feira de produtos orgânicos, também realizada pelo MST, que ocorre toda sexta-feira, no campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), das 8h às 14h.

Fonte:Correio da Ba