O Solar Gravatá, localizado no Centro Histórico de Salvador (CHS), originário de 1733 (Séc. XVIII) e tombado pelo Iphan/MinC como Patrimônio Nacional desde 1974 passa a ser, a partir desta sexta-feira (4), sede da representação de Angola na Bahia por 25 anos. O país africano está distante cerca de 7.550 km lineares do Brasil. Propriedade do Estado da Bahia sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), o imóvel já abrigava a Casa de Angola, mas sem termo de cessão com essa extensão de tempo.

O documento foi assinado natarde desta sexta-feira (4), com a presença do secretário de Cultura, Jorge Portugal, representando o governo estadual, o chefe de gabinete do IPAC, Ivan Teixeira, e o embaixador de Angola, Nelson Manuel Cosme, além do diretor da Casa, Camilo Afonso. Na ocasião foi celebrado o 41º aniversário da independência de Angola e o 17º aniversário da Casa na Bahia. O balé angolano NZinga MBande também fez apresentação especial no evento.

A proposta do governo angolano é que a Casa funcione como um centro cultural entre o Brasil e Angola, fazendo ainda referências às outras nações lusófonas. Dentre as responsabilidades assumidas pela casa estão a de manutenção da edificação, segurança e logística. “Desde a inauguração do local, pretendíamos o firmamento dessa cessão. Agora, nosso objetivo é trazer mais de Angola para cá, ampliando a sua representação”, afirmou o diretor da Casa, Camilo Afonso.

O espaço dispõe de museu, sala de reuniões, auditório, área para eventos, centro administrativo e apresenta exposições. A biblioteca, que possui mais de sete mil exemplares de livros, revistas e jornais, reúne representantes da literatura em português na África. “Já recebemos a visita de autoridades angolanas e brasileiras e o nosso acervo de forma detalhada a relação histórico-cultural Brasil/Angola com Portugal”, disse Afonso, que é professor e historiador.

Fonte: Ascom/ Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac)