Pelo menos 138 famílias de três municípios gaúchos continuam em residências de familiares ou abrigos públicos devido à chuva intensa e ao vento forte dos últimos dias. Os moradores que precisaram sair de casa são de Quaraí – 85 famílias afetadas –, de Dom Pedrito – 45 famílias –, e de Alegrete, onde oito famílias estão desabrigadas e desalojadas.

Das três cidades, apenas Dom Pedrito tem decreto de Situação de Emergência cadastrado no Sistema Nacional de Defesa Civil para, depois da homologação, receber ajuda humanitária por parte do Estado. Após homologada a Situação de Emergência, a Defesa Civil pode oferecer auxílio ao município com kits de higiene e limpeza, dormitórios, cestas básicas, água, telhas e lonas, entre outros.

No entanto, mesmo sem a homologação, a Central de Doações recebe e destina material para os mais necessitados. Para isso, as prefeituras devem fazer o pedido. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3288-6781.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), a única via com bloqueio no Estado é a RS-307, onde, no km 18, em Campinas das Missões, a cabeceira da ponte sobre o Rio Pessegueiro cedeu e foi levada pela água. O desvio pode ser feito pelas RS 162 e 472.

Atingidos

Os municípios afetados pelos eventos climáticos estão sendo visitados pelas Coordenadorias Regionais da Defesa Civil do Rio Grande do Sul. As equipes do governo auxiliam na elaboração de documentos para possíveis decretos de Situação de Emergência (SE).

Desde os últimos dias, a chuva intensa, com vendavais e um tornado, tem prejudicado famílias e a produção rural de diversos municípios gaúchos, especialmente nas regiões da Fronteira Oeste, Sul e Noroeste. Até esta terça-feira, 25 municípios relataram algum tipo de prejuízo em decorrência dos últimos eventos. Destes, sete já possuem decreto de SE e estão preenchendo dados no Sistema Nacional de Defesa Civil para uma possível homologação — se comprovados os prejuízos — do governo do Estado.

Os demais municípios ainda contabilizam os danos e fazem análises sobre a decretação. Segundo determina lei nacional, a partir da data do evento, o município tem 10 dias para preencher o sistema e comprovar prejuízos públicos de 2,77% do valor da Receita Corrente Liquida Anual ou de 8,33% em prejuízos privados. Para isso são necessários laudos técnicos, relatórios fotográficos, entre outros.

Municípios afetados

Aceguá
Alegrete
Arroio Grande
Bagé
Campinas das Missões
Candiota
Canguçu
Capão do Leão
Cerrito
Chuí
Dom Pedrito
Herval
Hulha Negra
Jaguarão
Morro Redondo
Pedras Altas
Pedro Osório
Pinheiro Machado
Piratini
Quaraí
Rosário do Sul
Santa Vitória do Palmar
São Francisco de Assis
São Miguel das Missões
Turuçu