O salão do Júri no fórum Ezequiel Pondé ficou pequeno para o grande número de pessoas que foram acompanhar o julgamento de Vinícius dos Reis Pereira, o qual foi condenado e agora terá de cumprir uma pena a princípio de 30 anos.

Sob forte aparato policial Vinícius chegou ao fórum por volta das 9 horas onde os trabalhos começaram cerca de meia hora depois.Ainda no período matutino e início da tarde, várias testemunhas foram ouvidas, e ao mesmo tempo argüidas pelo promotor Dr Gilbert e também pelo advogado de defesa o Dr Walmir Assunção.

O réu ao ser interrogado disse não se lembrar de vários momentos no dia do crime, tentando passar assim a impressão que poderia estar “com problemas mentais”.

A tese da defesa é de que seu cliente cometeu o delito, por ser uma pessoa que tinha distúrbios, e pedia que ele fosse tratado em um hospital psiquiátrico e não no presídio.

Por várias vezes o seu advogado disse aos jurados e a platéia que não estava li para pedir absolvição de seu cliente, e sim o tratamento correto para uma pessoa que possuiu distúrbios.

O Dr Walmir insistiu nos laudos psiquiátricos que foram atestados por remados profissionais inclusive um deles, com 44 anos de profissão.

A vítima Gisele que na época tinha 25 anos, foi morta por asfixia em um quarto de motel as margens da BR 101 e teve seu corpo enterrado em cova rasa no quintal da casa do pais do próprio namorado.

Ela estava grávida já de 4 meses, e ele não queria que tal gestação fosse adiante, inclusive já tinha forçado ela a tomar remédio como CITOTEC, e garrafadas com líquidos abortivos. Vinícius mantinha um romance paralelo com mais outras duas mulheres.

Dia do crime:

Vinícius premeditou tudo inclusive o passo a passo para a morte de uma de suas namoradas, montando um álibi para justificar as suas andanças naquela noite.

Logo no final do dia se encontrou com uma de suas “ficantes” na praça Rui Barbosa, lugar de destaque da cidade, onde pode ser visto por diversas pessoas, depois pegou Gisele onde seguiram para o motel, e lá, ele como se fosse o dono do destino alheio, impôs a ela a sua pena de morte, sendo ele mesmo o seu algoz, e executor, por que não dizer CARRASCO.

Depois como se nada tivesse acontecido, colocou o corpo da vitima no porta malas, e pediu a conta como se a noite de prazer estivesse acabado e que amanhã seria um dia normal.

Com o cadáver ainda no carro, se encontrou com outra namorada, criando assim um cenário “achando ele perfeito” para que se algo recaísse sobre ele, estaria calçado nas testemunhas as quais mantinha o romance paralelo.

Ao chegar em casa, o acusado confesso, esperou os pais dormirem e cavando uma cova rasa no fundo do quintal enterrou ali a sua namorada e também o seu filho.

No outro dia começou o burburinho do desaparecimento da moça, que não havia dormido em casa, e claro o depoimento dele seria vital para se descobrir o paradeiro dela.

Ouvido na delegacia agiu como se santo fosse, tentando assim demonstrar a sua inocência contando para a autoridade policial a sua trajetória naquela noite.

Passado alguns dias, o mistério do desaparecimento de Gisele tomou conta da cidade e todos queriam saber onde ela estava. Era o assunto principal dos programas de rádio, site e jornal.

O pai de Vinícius achou que algo de estranho acontecia no terreno do seu quintal e indo verificar in loco chamou imediatamente a polícia, onde ali estava coberta por dois palmos de areia o corpo daquela que um dia poderia ser a sua nora e conseqüentemente o seu neto.

Eu como repórter estive na casa na Avenida Airton Sena onde junto com uma multidão acompanhamos a chegada do rabecão e a conseqüente retirada do cadáver para ir ao IML.

A essa altura Vinícuis já estava no pinote, onde foi para a cidade Rio Real, e depois convencido pela família, resolveu se apresentar com uma advogada. Comentava-se a época que nesta cidade ele estava tendo guarita na casa de “outra” namorada, pessoa esta que não estava sabendo ainda, tudo que se passava em Alagoinhas.

Gisele foi morta na noite do dia 23 de maio de 2012, ela era funcionária da loja Mersan Calçados, crime que revoltou a cidade e região.

Foto: Reprodução/Facebook

Voltando ao tribunal do júri:

O promotor Dr Gilbert numa fala bem popular, mais firme em suas convicções baseadas nos autos, contrapôs o tempo todo o advogado de defesa, afirmando que Vinícius de “doido” não tinha nada.

Ele sempre trabalhou em grandes empresas como representante comercial, foi um aluno que tirava excelentes notas, tinha comportamento de uma pessoa normal, era “amigueiro”, e tinha vários relacionamento com mulheres, demonstrando assim não ter problema psiquiátrico qualquer.

Vinícius como réu que chegou com a tradicional farda laranja do presídio de Feira de Santana, mas depois teve a oportunidade de trocar de roupa, onde assim permaneceu o restante do dia.

Por volta das 23h30 o veredicto foi lido pelo Juiz Dr Álvaro que sentenciou o assassino em 30 anos de prisão distribuindo a pena da seguinte forma:

Homicídio triplamente qualificado 18 anos;
Tentativa de aborto 2 anos;
Ocultação de cadáver 4 anos;
Aborto concluído 6 anos.
De volta a Feira de Santana e não ao hospital psiquiátrico como queria a defesa, Vinícius terá um longo período pela frente para refletir sobre o seu erro, e de como vai retomar a sua vida após esta longa passagem pelo cárcere.

As pessoas selecionadas para julgar Vinícius foram sete mulheres.

Uma pessoa que estava presente no fórum chegou para mim e disse: Seu Marcus a dor do “arrependimento” é a pior que o ser humano pode sentir.

Fonte:Aragao Noticias

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