Caicó é um município brasileiro pertencente ao estado do Rio Grande do Norte. Principal cidade da região do Seridó, localiza-se na zona central do estado, distante 282 km da capital estadual, Natal. Seu território ocupa uma área de 1.228,574 km², o equivalente a 2,33% da superfície estadual, posicionando-o como o quinto município com maior extensão no Rio Grande do Norte.  Sua população de acordo com o censo de 2016 era de 67 407 habitantes, o que a coloca como a sétima cidade mais populosa do estado, sendo a segunda mais populosa do interior do Rio Grande do Norte (depois de Mossoró), com uma densidade populacional de 51,04 habitantes por quilômetro quadrado.

Situada na confluência dos rios Seridó e Barra Nova, na microrregião do Seridó ocidental, exibe uma altitude média de 151 metros acima do nível do mar. No âmbito do turismo, sua atração mais famosa é a Festa de Sant’Ana, realizada no mês de julho, que em 2010 foi tombada como patrimônio imaterial do Brasil. Caicó também é lembrada por seus bordados típicos, sua rica culinária típica, além de seu singular carnaval.

Conhecido centro pecuarista e algodoeiro, Caicó apresenta o quinto maior Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) do interior e semiárido nordestino. Alcançando o maior índice de longevidade do Rio Grande do Norte.

O município ainda se destaca por possuir o menor índice de exclusão social do estado segundo o IBGE, o quinto menor índice de vulnerabilidade social do Nordeste, além do maior índice de prosperidade social da região segundo o IPEA. O município também foi reconhecido como a 4ª melhor cidade do Rio Grande do Norte em qualidade de vida, e 889º do Brasil, segundo ranking da empresa de consultoria Austin Rating.

 

Etimologia

Existem várias versões sobre a origem e adoção do nome do município de “Caicó”. No dicionário da língua tupi guarani, Lemos Barbosa diz que a palavra Caicó deriva da língua cariri e que significa “mato ralo”. Acredita-se que a região fosse habitada pelos índios caicós, da família dos cariris e que os mesmos denominaram a região de Cai-icó, que significaria “macaco esfolado” por causa dos serrotes pelos quais a vegetação era desmatada.

Segundo o pesquisador Olavo de Medeiros Filho, o topônimo vinha de uma ave agourenta, comedora de cobras e que havia em abundância no curso d’água que passava próximo a casa-forte do cuó, chamado rio Acauã. Os topônimos “acauã” e “cuó” seriam sinônimos, sendo a primeira forma em tupi e a segunda em tarairiu e ambas as formas designavam o pássaro que dava nome ao rio e à região. Considerando a partícula “quei” como sendo “rio”, rio Acauã seria o mesmo que “Queicuó”, posteriormente Caicó.

Outra versão é defendida por Câmara Cascudo, que refere sua gênese a partir dos termos “Acauã” e “Cuó”, que servem à designação de acidentes geográficos (rio e serra, respectivamente). “Acauã” pertence à língua Tupi e “Cuó”, ao dialeto dos tapuias e tarairius. Tais tribos ainda identificavam o rio pelo termo “quei”, o que sugere que Caicó seja uma corruptela de “Queicuó”, o mesmo que rio do Cuó. Tal teoria desmistifica a lenda que relata a existência de uma tribo chamada caiacós (citada anteriormente), pois não há registro histórico que comprove a existência dessa tribo na região.

Versão lendária

 História

Pré-história 

Entre o fim do Pleistoceno e início do Holoceno, começaram a ser ocupadas áreas por grupos de caçadores que se estabeleceram próximo aos rios e fontes d’água, adaptando-se, assim, às árduas condições dos sertões. As mais antigas datações radiocarbônicas de enterramentos humanos da região do Seridó são de aproximadamente 10 mil anos atrás, encontrada no município de Parelhas. Nessa época, os grupos humanos coabitavam com espécimes hoje extintas de megafauna, como tigres dentes de sabre, mastodontes, paleolamas, preguiças gigantes e tatus gigantes.

As pinturas rupestres encontradas na região são agrupadas em uma subtradição, que é a representação visual de um universo simbólico primitivo, não necessariamente pertençam aos mesmos grupos étnicos podendo estar separados por cronologias distantes; sendo chamada de subtradição Seridó, caracterizada por figuras de pirogas (embarcações rudimentares), objetos e ornamentos corporais e representação de plantas, dando ideia de paisagem. São constantes ainda temas como a caça, envolvendo animais como veados, emas, tucanos, onças, araras e capivaras; dança ritual em torno de árvore e o lúdico, na forma de “jogos”. A sociedade da Subtradição Seridó era estritamente hierárquica, caracterizada pelas representações de antropormofos com cocares sobre a cabeça, identificadores de sua alta posição social.

Hoje ainda são encontradas na região figuras da Tradição Itaquatiara ou Itaquatiaras, aparecendo em blocos ou rochas ao lado dos cursos d’água, nelas aparecem, comumente, grafismos puros e sinais como tridígitos, círculos, linhas e quadrados, como os encontrados no sítio arqueológico da Gruta da Caridade. Tais registros reforça a hipótese de que o seu território foi povoado por diversas levas de povos pré-históricos, em diferentes épocas. Esse povoamento, feito através de diferentes grupos humanos, deu origem às tribos indígenas.

Colonização e Povoamento

A região da Ribeira do Seridó era habitada pelos índios cariris e tarairiús, divididos em cinco grandes grupos: canindés, cariris, Jenipapos, sucurus e pegas. O primeiro contato e tentativa de colonização se deu pelos flamengos, no entanto não obteve sucesso devido à guerra dos Bárbaros ou Confederação Cariri.

Em 1687, chega às terras o coronel Antônio de Albuquerque da Câmara, para combater os gentios, usando a Casa forte do Cuó como base militar. No entanto o ambiente continuava tenso, a ponto do então Governador Geral do Brasil, Matias da Cunha em 1688, convocar os serviços do bandeirante Domingos Jorge Velho, que combateu vindo a prender o cacique Canindé que em 1692 firmou um acordo de paz com os portugueses.

O povoamento se deu inicialmente por paraibanos e pernambucanos à procura de terras para criação de gado, uma vez que a Carta Régia de 1701 proibia o criatório de gado a menos de 10 léguas do litoral para não interferir na produção de cana-de-açúcar. Foram concedidas sesmarias como recompensa por feitios militares, como a expulsão dos holandeses e para padres, com a construção da Capela em honra a Sant’Ana em 1695. Já em 1700 se deu a fundação do Arraial de Queiquó, por Manuel de Souza Forte. No entanto as primeiras famílias a se instalarem plenamente se deu a partir de 1720, por portugueses vindos principalmente do norte de Portugal e Açores.

Em 7 de julho de 1735, o arraial foi elevado a condição de “Povoado de Caicó”. No intuito de interiorizar o povoamento do nordeste, o Marquês de Pombal eleva à condição de Vila, batizando-a de Vila Nova do Príncipe, em homenagem ao então príncipe e futuro rei Dom João VI. Tornando-se assim sede da Freguesia da Gloriosa Senhora Sant’Ana do Seridó, desmembrada em 1748 da Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Piancó, atual cidade de Pombal, no estado da Paraíba.

Em 1748 o Marquês de Pombal, elevou o Arraial a condição de Vila. 

E aos 15 de dezembro de 1868 o governador da Província, Manuel José Marinho, assinou a Lei Provincial n.o 612, elevando a mesma à categoria de cidade com o nome de “Cidade do Príncipe”. Até que em 1800, quando o Governo Provisório alterou o nome para “Cidade do Seridó”. Tal decreto revogado em 7 de julho do mesmo ano alteraria o nome da cidade para Caicó, nome indígena pelo qual era conhecida desde a fundação. A adoção do nome Caicó se deu com objetivo de expurgar as marcas do Império presentes na terminologia “Cidade do Príncipe”, estando inserida no contexto da nova política nacional republicana.

Demarcação do território e integração ao Rio Grande do Norte 

Em 1735, a elevação do arraial do Queiquó a povoação e, posteriormente, a sede de freguesia, provocariam uma crise com a província da Paraíba, devido aos limites do território seridoense reivindicado por ambas as províncias. Caicó, judicial e religiosamente, pertencia à comarca e à freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso do Piancó, atualmente cidade de Pombal, no sertão da Paraíba. A disputa pelos limites administrativos entre as duas províncias decorria, em parte, pela ausência de autonomia do Rio Grande. A capitania esteve subordinada juridicamente à Paraíba até 1818, quando foi criada a Comarca de Natal.

A interação do sertão com a sede política da Capitania e da Província do Rio Grande foi escassa na Colônia e no Império, no entanto, em 1812, com a formação das Juntas Constitucionais das capitanias por ordem das Cortes de Lisboa, ocorreu a nomeação de dois seridoenses para a Junta Constitucional Provisória da capitania do Rio Grande: o acariense Capitão-mor Manuel de Medeiros Rocha, sendo sucedido pelo Padre Francisco de Brito Guerra, vigário do Príncipe (Caicó), que assumiu sua primeira legislatura, como deputado geral, entre os anos de 1831 e 1833 e foi senador vitalício do Império em 1837.

 

O Padre Brito Guerra procurando objetivar os limites da Vila Nova do Príncipe propôs ao Senado a demarcação do território da vila, representando o interesse potiguar. Seu projeto foi ratificado pelo Decreto de 25 de outubro de 1831. Três anos após o decreto publicado, a insatisfação paraibana permanecia. Em 1834, a Assembleia Provincial paraibana, em conjunto com a Câmara da Vila de Patos, representavam à Câmara Nacional, solicitando a revogação do decreto de 1831. No mesmo ano em que a Paraíba formalizou seu protesto, a Assembleia do Rio Grande do Norte enviou sua representação “contra as pretensões da Província da Paraíba, que trabalha por destruir a lei de 25 de outubro de 1831.

Ocorreram abaixo-assinados remetidos pelos “juízes de paz, inspetores, guardas nacionais e proprietários”, enviados pelas câmaras das Vilas de Acari e Príncipe – onde se mostravam “contentes em pertencer à Província do Rio Grande do Norte”-, percebemos que os móveis do descontentamento respondiam pela Freguesia de Patos e pelas pretensões da Vila de Pombal. Os limites de Caicó estavam estabelecidos, então delimitou-se a enquadrar-se seu espaço no território do Rio Grande do Norte.

Ciclo do Algodão

No final do Seculo XIX, popularizou-se o plantio de algodão nas terras do Seridó, que até então era dominado pela pecuária. Caicó, assim como toda a região do Seridó, se orgulhava em produzir uma das melhores variedades de algodão do mundo, o algodão Mocó ou algodão Seridó, variedade que resistia às secas e fornecia capuchos de fibras longas, resistentes, de brancura única e poucas sementes.

O algodão seridoense abastecia inicialmente as industrias têxteis da Inglaterra, que, até esse momento, se abastecia do algodão estadunidense, mas que, por motivo da independência estadunidense, teve seu fornecimento bloqueado. Foi, então, preciso buscar matéria prima em outros locais. Quando a Inglaterra retomou o comercio com os Estados Unidos, o algodão seridoense ficou em segundo plano, mas a produção já tinha destino substitutivo: as indústrias paulistas que começavam a surgir.

Em 1905, o algodão superou o status do açúcar no estado, que, com o crescimento econômico, fez surgir políticos seridoenses, assim como uma elite agrária local. Ao assegurarem o controle político do estado, buscou-se realizar as melhorias adequadas para o cultivo e escoamento do algodão.

Em 1924, foi criado o departamento de Agricultura, posteriormente o Serviço Estadual do Algodão (1924) e o Serviço de Classificação do Algodão (1927), além de outras melhorias como a construção de rodovias ligando o Seridó à capital.

Periodo de construção do açude 1935

Campo de Futebol e Caicó Esporte Clube

Santa Teresinha -Caicó

Mas em meados de 1918, os paulistas começam a investir em sua produção própria, após uma geada que destruiu as plantações de café e gradativamente deixaram de comprar o algodão seridoense; aliados a falta de investimentos em tecnologia, secas prolongadas e a inserção de pragas, como o bicudo que dizimou vastos algodoais, iniciou-se então a decadência do ciclo algodoeiro. Mesmo com essa situação, foi em Caicó no ano de 1984, que se deu o primeiro registro da colheita de algodão de fibra colorida, dando a partir daí todo o processo de melhoramento genético dessa linhagem

Antiga prefeitura de caicó

Foi nomeado Comandante do 1º Batalhão de Engenharia de Construção (Caicó-RN), assumindo em 12 Jan 1968. Foram seus comandantes (1º Grupamento de Engenharia), o Gen Bda Venitius Nazareth Notare (09 Jan 67 – 03 Jun 69) e o Gen Bda Samuel Augusto Alves Corrêa (03 Jun 69 – 27 Fev 70). Teve como Subcomandante o Ten Cel Arthur Amorim (1968) e o Major Neudo Leite da Silva (1969).

 

 

Coronel ( 25 Dez 1968)

Constou como Serviço Nacional Relevante, o período de 18 Ago 1967 a 10 Nov 1969, passado no 1º BE Cnst.

Foi agraciado em sinal de reconhecimento com o “Diploma de Cidadão Caicoense”, em 07 Set 1969, conforme a Resolução nº 09, de 30 Jul 1969, da Câmara Municipal de Caicó. Foi o autor da proposição o Vereador Salatiel da Costa.

Foi responsável durante seu comando pelas seguintes obras: perfuração de poços nos municípios de Cerro Corá-RN, Currais Novos-RN, Pocinhos-PB, Solânea-PB e Picuí-PB; construção de 210 casas do IPASE nas cidades de Caicó-RN, Souza-PB, Patos-PB, e Campina Grande-PB; construção e conservação da BR-226 (Currais Novos-RN) e da BR-230 (Sousa-PB); e construção de estradas nos municípios de Cajazeiras-PE e Icó-CE.

Em 15 Dez 1968, foi agraciado no 1º Centenário de Caicó (1868-1968), com o Diploma “Personalidade do Ano Centenário”, pelos relevantes serviços prestados à coletividade Caicoense como Comandante do 1º BE Cnst.

Informações Blog Memorias do Passado.

 

Açude Itans por muitas décadas fonte de abastecimento para toda região do semi árido do RN e por volta de 2013 a 2016 sofre com a falta da chuva e perdeu quase todo seu volume mais aos poucos vem recebendo com a chuva o seu volume de água segundo blog Nelder Medeiros “O açude Itans, principal reservatório de água do município de Caicó, aumentou 33 centímetros com a chuva ocorrida nas últimas 24 horas. Em uma semana, o açude já aumentou 1 metro e 16 centímetros de água.”

Panorama da cidade de Caicó compartilhado de alguns blogs – Panoramio, Robson Pires,

Caicó nos dias atuais

Por StormJef – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=42196557

 

Com um novo projeto de cultura e educação venho apresentar nossa primeira edição de CIDADES DO NOSSO BRASIL com a minha cidade natal Caicó a qual tenho orgulho de ser natural e mesmo distante sofrendo com mmuitas das situaçções vividas por nosso povo mas também alegro-me com as alegrias deste povo do Rio Grande do Norte.

pesquisado e ilustrado por wilkipedia, sites e blogs locais

 

Redação e Edição Val Andrade